A curiosidade é essencial para o desenvolvimento humano, sendo mais evidente na infância, mas uma parte também pode ser cultivada ao longo da vida.
Albert Einstein considerava a curiosidade uma capacidade humana fundamental, ao ponto de uma vez ter dito: “Não tenho nenhum talento especial. Sou apenas apaixonadamente curioso”.
Todos sabem que Einstein tinha sim um talento especial, mas que também tinha algo de especial que todos nós temos. Que todos podemos ter, manter, exercitar e utilizar.
A curiosidade é essencial para o desenvolvimento humano, sendo uma característica que geralmente emerge na infância. Uma parte da nossa curiosidade é instintiva e inata, mas ela também pode ser cultivada ao longo da vida. Os estudos indicam que, embora metade desta habilidade seja natural, a outra metade depende de estímulo e prática.
Para expandir a nossa curiosidade, é preciso explorar o desconhecido, sair da zona de conforto e ligar ideias que à primeira vista possam parecer desconexas. Este impulso ajuda-nos a questionar padrões estabelecidos, para perceber o que procuramos de outros ângulos e desafiar o que é, aparentemente, óbvio. Em muitos casos, a reprodução de pensamentos e comportamentos confortáveis e pré-estabelecidos limita-nos, e é na disposição de superar esses limites que surgem novas formas de encarar problemas antigos.
Assim funciona a curiosidade.
MAIS DO QUE ESSENCIAL
Cultivar a curiosidade exige coragem, já que isso nos desafia com o risco do fracasso e da incerteza. No entanto, é esse desconforto que nos permite expandir os nossos horizontes e compreender para além da superfície. O hábito de explorar novas histórias, culturas e conhecimentos rompe a barreira do óbvio, levando-nos a perceber o que muitas vezes se esconde à nossa vista, apenas à espera de um novo ponto de vista.
À medida que nos aventuramos no desconhecido, a habilidade impede que nos tornemos previsíveis e mecânicos. Ela desafia-nos a procurar alternativas, a inovar e a adaptar as nossas perspetivas.
Num cenário de um mundo em constante transformação, a curiosidade torna-se ainda mais importante. Para acompanhar a velocidade das mudanças, é necessário o desejo de entender o que acontece à nossa volta, de explorar o motivo por trás das transformações e de participar no processo.
Inclusive para compreender a realidade do outro, tal como o colunista e especialista em gestão educacional na revista Ensino Superior, Alexandre Gracioso, explica no artigo “O poder e os benefícios da curiosidade”. As pessoas curiosas são mais resilientes e têm maior capacidade de adaptação a mudanças, além de demonstrarem mais compreensão face às perspetivas dos outros.
No trabalho de marketing isto é essencial, já que, independentemente do que oferecermos, é necessário que isso faça sentido para a realidade de alguém e que façamos compreender que faz sentido estar na vida dessa pessoa.
E a criatividade está completamente ligada à capacidade de ser curioso, já que é uma competência complementar que se impulsiona a partir de referências. Sem o estímulo de procurar referências e o diferente, torna-se mais difícil exercitar o ato de criar. O pré-estabelecido limita-nos.
PORQUÊ QUE DEIXAMOS DE O FAZER?
Se a curiosidade é um processo tão essencial e natural, porque é que abrimos mão de nos tornarmos/mantermo-nos curiosos?
Curiosamente, o ato de ser curioso é, por si só, uma forma de enfrentar barreiras internas, como a vergonha de admitir o desconhecimento. Na infância, essa barreira é menor, mas, ao crescer, o medo de parecer ignorante pode limitar a nossa vontade de fazer perguntas. A curiosidade, especialmente em momentos de crise, apresenta-se como uma oportunidade para reorientar o olhar sobre o mundo e encarar o desconhecido com mais confiança.
Algumas formas de nos mantermos curiosos, de acordo com o artigo na Ensino Superior, são, além de estarmos abertos ao novo e fazermos perguntas, explorar novos interesses que não são os nossos e interessarmo-nos mais pelas pessoas. São vidas diferentes, realidades diferentes e responsabilidades diferentes. Enquanto adultos, rendemo-nos à automaticidade daquilo que já conhecemos. Mas quantos pontos de vista podem existir sobre um mesmo assunto?
Estamos curiosos para descobrir, tal como procuramos descobrir como podemos ajudá-lo constantemente. A curiosidade não fica por aqui. Venha descobrir como podemos impulsionar juntos o seu negócio e deixe nos comentários como vai passar a instigar a curiosidade nos seus dias!